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ITBI ou escritura: qual é mais caro?

O que é mais caro, ITBI ou escritura? Entenda custos, cálculos e ordem de pagamento para planejar a compra do imóvel em 2026.

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Leonardo Nagal

Nagao Imóveis

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19 min

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Título do artigo sobre ITBI e escritura em destaque, com ícones de dinheiro e martelo

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Na compra de um imóvel, ITBI e escritura aparecem juntos, mas representam despesas diferentes. Entender a função, o cálculo e a ordem de pagamento ajuda a família a planejar o orçamento com segurança.

Resposta rápida

Em regra, o ITBI é mais caro que a escritura porque costuma representar de 2% a 3% do valor do imóvel, enquanto a escritura segue uma tabela de emolumentos e tende a ter valor fixo por faixa. Em São Paulo, por exemplo, uma compra de R$ 500 mil pode gerar ITBI de R$ 15 mil e escritura próxima de R$ 3,8 mil. Ainda assim, o comprador precisa considerar também o registro e confirmar as regras do município e do cartório responsável.

Resumo

  • O ITBI é um imposto municipal ligado à transmissão onerosa do imóvel, enquanto a escritura é um ato notarial.
  • O ITBI costuma ficar em torno de 2% a 3% do valor de venda, e a escritura pode partir de R$ 1 mil e superar R$ 3 mil em alguns estados.
  • Em São Paulo, os exemplos disponíveis mostram o ITBI acima da escritura em imóveis de R$ 500 mil e de R$ 1 milhão.
  • A ordem prática deve ser conferida com o cartório e a prefeitura, porque o recolhimento do ITBI costuma ser necessário para avançar na formalização.
  • Além desses dois itens, reserve recursos para o registro, que também integra o custo de transferência.
Selo de imposto com a sigla ITBI

O que é ITBI?

O ITBI é um imposto municipal cobrado quando ocorre a transmissão onerosa de um imóvel entre pessoas vivas. Sua alíquota e sua base de cálculo dependem da legislação do município, por isso o valor não é igual em todo o Brasil.

Definição do ITBI

ITBI significa Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis. Ele incide, em regra, na compra e venda de uma casa, apartamento, terreno ou outra propriedade imobiliária. Não é uma taxa de cartório e não remunera o tabelião: é um tributo destinado ao município onde o imóvel está localizado. Na busca por um imóvel, a Nagao Imóveis oferece consultoria imobiliária para ajudar famílias a encontrar o imóvel ideal.

Para a família compradora, o imposto costuma aparecer depois da negociação e antes da conclusão da transferência. A prefeitura pode exigir informações sobre o negócio, o imóvel e o valor utilizado para calcular o tributo. Por isso, o contrato de compra e venda, os documentos pessoais e os dados cadastrais precisam estar coerentes.

O ITBI também não deve ser confundido com o registro. O imposto é uma obrigação tributária. O registro é o ato que atualiza a matrícula no cartório de registro de imóveis. Sem compreender essa separação, é fácil olhar apenas para a guia do imposto e subestimar o custo total da aquisição.

Como é calculado o ITBI?

O cálculo costuma combinar uma base de avaliação definida pelo município com a alíquota local. Em algumas localidades, a administração pode considerar o valor venal ou outro critério previsto na legislação.

Em São Paulo, o imposto é cobrado a 3% sobre o valor informado do imóvel. A Prefeitura de São Paulo também disponibiliza arquivos públicos de transações com recolhimento de ITBI referentes a 2026, o que reforça a importância de consultar a regra municipal vigente no momento da compra.

A conta básica é simples: multiplica-se a base de cálculo pela alíquota. O desafio está em identificar qual base será aceita e se existe condição específica para financiamento, imóvel residencial ou faixa de valor. A família deve pedir a simulação oficial antes de comprometer toda a reserva financeira.

ItemNaturezaComo costuma ser calculadoPonto de atenção
ITBIImposto municipalPercentual sobre a base definida pelo municípioConfirmar alíquota e base antes de emitir a guia
Escritura públicaEmolumento notarialFaixa da tabela aplicável ao conteúdo econômico do atoVerificar se haverá escritura separada ou instrumento equivalente
Registro de imóveisEmolumento registralTabela do registro, relacionada ao valor e ao atoNão confundir com a escritura, pois atualiza a matrícula
Comparação entre os principais custos de formalização da compra de um imóvel.
Documento oficial com selo e assinatura

O que é a Escritura de Compra e Venda?

A escritura pública de compra e venda é o documento lavrado pelo tabelionato de notas para formalizar a manifestação de vontade das partes. Ela registra os termos essenciais do negócio, mas não substitui o registro da propriedade na matrícula do imóvel.

Importância da escritura

A escritura dá forma pública à compra e venda quando ela é exigida para o negócio. Nela, o tabelião verifica a identidade e a capacidade das partes, registra a descrição do imóvel, informa o preço e documenta as declarações necessárias para a transmissão. Isso cria uma referência formal para comprador, vendedor e demais envolvidos.

É importante entender a diferença entre instrumento público e propriedade registrada. A escritura documenta o negócio, mas a propriedade imobiliária só é transferida perante terceiros com o registro do título na matrícula. Assim, terminar a escritura não significa que todas as etapas acabaram.

Em compras financiadas, o instrumento utilizado pode ser o contrato com força de escritura pública, conforme a modalidade e a instituição envolvida. Esse detalhe muda a rotina documental e deve ser conferido no caso concreto. Famílias que querem reduzir surpresas precisam perguntar desde cedo qual documento será lavrado e qual ato será levado ao registro.

Custos envolvidos na escritura

O custo da escritura é formado principalmente pelos emolumentos do tabelionato, calculados conforme a tabela aplicável e o valor econômico do ato. A MySide informa que uma escritura pública pode custar a partir de R$ 1 mil e alcançar valores superiores a R$ 3 mil em São Paulo. Esse intervalo é uma referência de planejamento, não uma tabela nacional única.

Além dos emolumentos, o comprador pode encontrar despesas administrativas relacionadas à obtenção de documentos, reconhecimento de assinaturas ou cópias, quando cabíveis. Esses itens não devem ser misturados ao preço do imóvel nem ao ITBI, pois têm natureza diferente.

O orçamento também precisa separar escritura de registro. A MySide aponta que o registro pode representar, em média, 1% do valor do imóvel, embora a porcentagem possa cair para uma faixa entre 0,5% e 0,2% em imóveis acima de um milhão de reais. O número final depende da tabela do estado e do ato solicitado.

Balança com um símbolo de martelo de um lado e um documento do outro

Qual é a diferença entre ITBI e escritura?

Natureza dos custos

A diferença central está na natureza da cobrança. O ITBI é um imposto municipal, pago ao poder público em razão da transmissão onerosa do imóvel. A escritura é um serviço notarial, remunerado por emolumentos de acordo com uma tabela oficial. Um não substitui o outro, porque cada um cumpre uma função própria.

Essa diferença explica por que o ITBI tende a crescer proporcionalmente com o preço do imóvel, enquanto a escritura costuma seguir faixas e limites da tabela de emolumentos. Em uma compra de valor elevado, a incidência percentual do tributo pode superar com folga o valor do ato notarial.

Também é necessário incluir o registro na comparação completa. O registro não é ITBI nem escritura, mas é indispensável para atualizar a matrícula e consolidar a aquisição. Uma avaliação financeira responsável soma os três grupos e verifica eventuais despesas documentais.

Quando pagar cada um?

O momento de pagamento depende da legislação municipal, do tipo de operação e das orientações do tabelionato e do cartório de registro. Em muitas operações, o comprador providencia a guia do ITBI antes de concluir a escritura ou antes de apresentar o título ao registro. A escritura, por sua vez, é paga quando o ato é solicitado e lavrado.

Não existe uma ordem universal que possa ser aplicada sem conferir o município. Em uma compra financiada, o banco, o tabelionato e o registro podem organizar o fluxo de modo diferente. O contrato também pode estabelecer responsabilidades entre comprador e vendedor, embora isso não elimine as exigências legais.

A conduta mais segura é obter um roteiro escrito com os documentos, as guias e os pagamentos necessários. Essa organização evita que a família marque a assinatura sem ter o imposto disponível ou deixe de reservar o valor do registro.

Cédulas de dinheiro empilhadas com um calendário marcando 2026

Quanto custa o ITBI em 2026?

Em 2026, não há um valor nacional único de ITBI. O imposto é municipal, e os exemplos disponíveis mostram uma cobrança de 3% em São Paulo e de R$ 8.000 para um imóvel de R$ 400 mil em Goiânia.

Como o ITBI varia entre municípios

Embora seja comum falar em tabela por estado, o ITBI é definido principalmente pelo município. Por isso, uma tabela nacional precisa ser lida com cuidado: cidades do mesmo estado podem adotar regras, alíquotas, bases e benefícios distintos. O ponto de partida correto é localizar a prefeitura responsável pelo imóvel, não apenas o estado.

Em São Paulo, o tabelionato de notas informa a alíquota de 3% sobre o valor informado do imóvel. A Exame registra que, na capital paulista, o ITBI pode chegar a 3% sobre o valor de venda ou sobre o valor venal, considerando o que for maior. Já em Goiânia, a referência divulgada pela MySide aponta ITBI de R$ 8.000 para um imóvel de R$ 400 mil.

A Receita Federal incluiu o ITBI na tabela da carga tributária brasileira publicada em 2026, com série histórica de 2020 a 2024. Esse dado ajuda a reconhecer o imposto como parte relevante da tributação, mas não substitui a consulta à regra local para calcular uma compra específica.

Exemplos de cálculo do ITBI

No exemplo de Goiânia, um imóvel de R$ 400 mil gera ITBI de R$ 8.000, conforme a MySide. A proporção corresponde a uma alíquota de 2% nesse caso, mas o comprador não deve transformar esse exemplo em regra para outras cidades, porque a base e a legislação podem mudar.

Em São Paulo, uma compra de R$ 500 mil com alíquota de 3% resulta em ITBI de R$ 15 mil. O cálculo é feito multiplicando o valor considerado pela prefeitura pela alíquota aplicável. Se a administração adotar uma base diferente do preço negociado, a guia poderá apresentar outro resultado.

Para uma família, o melhor uso desses exemplos é construir uma reserva preliminar, não emitir uma guia por conta própria. Antes da assinatura, confirme a base de cálculo, eventuais hipóteses específicas e a validade da guia. Isso também ajuda a comparar o custo real de imóveis com preços parecidos em municípios diferentes.

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Quanto custa a escritura em 2026?

Em 2026, a escritura não tem preço nacional fixo. O valor depende da tabela de emolumentos do estado, da faixa econômica do negócio e do tipo de ato, com referências que vão de cerca de R$ 1 mil a mais de R$ 3 mil e exemplos superiores em determinadas faixas.

Como variam os custos da escritura

As tabelas de escritura são organizadas por cada estado e podem apresentar faixas de valor, limites e parcelas adicionais. Por isso, o custo deve ser confirmado diretamente com o tabelionato competente. A MySide indica que uma escritura pública pode partir de R$ 1 mil e ultrapassar R$ 3 mil em São Paulo.

Uma tabela oficial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios mostra como a cobrança pode ser escalonada. Para escrituras com conteúdo econômico até R$ 9.118,22, o total indicado era de R$ 420,54. Na faixa de R$ 9.118,23 a R$ 14.620,59, o total era de R$ 639,22. Para valores de R$ 14.620,60 a R$ 27.511,86, chegava a R$ 1.312,08.

Esses exemplos não formam uma tabela nacional, mas deixam clara a lógica: o valor do ato acompanha a faixa econômica e a tabela local. Também é necessário verificar se a operação será feita por escritura pública ou por instrumento com força equivalente, principalmente quando houver financiamento.

Exemplos de cálculo da escritura

Em São Paulo, a NR Advocacia apresenta um exemplo de escritura em cerca de R$ 3.800 para uma compra de R$ 500 mil. No mesmo cenário, o ITBI seria de R$ 15 mil. A comparação mostra que a escritura é cobrada como ato notarial e não como percentual idêntico ao imposto.

Outro exemplo para São Paulo aponta escritura pública de cerca de R$ 6.026 em uma faixa de imóvel de 2026. Mesmo nesse caso, o valor continua abaixo do ITBI de 3% aplicado a um imóvel de R$ 1 milhão, que chega a R$ 30 mil. O contraste aumenta conforme o preço do imóvel cresce e a alíquota incide sobre uma base maior.

Na prática, o comprador deve pedir ao tabelionato a estimativa completa do ato antes de agendar a lavratura. A pergunta precisa incluir emolumentos e parcelas eventualmente incidentes, para que o orçamento não considere apenas o valor anunciado de forma resumida.

Fluxograma mostrando a ordem de pagamento de impostos e documentos

O que pagar primeiro, ITBI ou escritura?

Na maioria das compras, o comprador deve verificar primeiro a guia e as exigências do ITBI, porque o comprovante pode ser necessário para a escritura ou para o registro. A ordem exata deve ser confirmada com a prefeitura, o tabelionato e o cartório do imóvel.

Prioridades no pagamento

A primeira prioridade é confirmar o fluxo documental antes de pagar qualquer valor. Solicite a matrícula atualizada, confira quem é o proprietário, valide a situação fiscal e pergunte à prefeitura como emitir o ITBI. Em seguida, o tabelionato informa os documentos e os emolumentos da escritura, quando ela for necessária.

Em um fluxo comum, o comprador calcula e recolhe o ITBI, providencia a escritura e apresenta o título ao registro. Em outras operações, especialmente financiadas, o contrato bancário pode reunir funções que alteram a sequência. O essencial é não tratar a ordem como automática.

Reserve também o valor do registro. A MySide estima que o custo total para transferir um imóvel pode ficar entre 3% e 5% do valor da propriedade, considerando despesas como imposto, escritura e registro. Esse percentual é útil para planejamento inicial, mas a simulação local é indispensável.

Consequências de atrasos

Atrasar o ITBI pode impedir o prosseguimento do negócio, gerar necessidade de reemissão da guia ou provocar encargos conforme a regra municipal. Um atraso na escritura pode comprometer a agenda das partes e postergar a apresentação do título ao registro. Já a demora no registro mantém a matrícula sem a atualização esperada.

O problema não é apenas financeiro. Enquanto a documentação permanece incompleta, a família pode ter dificuldade para demonstrar a conclusão da aquisição, negociar mudanças no imóvel ou organizar um financiamento. Também aumenta o risco de decisões tomadas com base em um cronograma que não foi confirmado.

Para reduzir esse risco, mantenha uma planilha simples com cada documento, responsável, valor e confirmação de pagamento. A equipe envolvida deve saber qual etapa depende da anterior. Se a prefeitura ou o cartório pedir correção, ajuste o cronograma antes de marcar a assinatura definitiva.

Moedas de dinheiro caindo de uma balança

Qual é mais caro: ITBI ou escritura?

Em regra, o ITBI é mais caro que a escritura, sobretudo em imóveis de valor médio ou alto, porque costuma incidir como percentual do preço. A escritura tende a seguir uma tabela de emolumentos, embora o resultado dependa do município, do estado e da operação.

Análise de custos

A forma mais clara de comparar é separar percentual de emolumento. Um ITBI de 3% sobre uma compra de R$ 500 mil chega a R$ 15 mil, enquanto a escritura do mesmo exemplo foi estimada em cerca de R$ 3.800 pela NR Advocacia. Nessa situação, o imposto supera a escritura por uma margem relevante.

O padrão aparece também em uma compra de R$ 1 milhão em São Paulo. Com alíquota de 3%, o ITBI chega a R$ 30 mil, enquanto uma referência de escritura pública para uma faixa de imóvel de 2026 aponta cerca de R$ 6.026. A análise publicada pela Next Signs descreve o ITBI como a maior parcela do custo total em exemplos de compra, acima da escritura e do registro.

Isso não significa que a escritura seja irrelevante. Ela é necessária para formalizar o negócio quando exigida e tem relação direta com a segurança documental. A comparação serve para priorizar o caixa, não para eliminar uma etapa. Além disso, somar apenas ITBI e escritura ainda deixa de fora o registro e outras despesas.

Casos em que um é mais caro que o outro

O ITBI costuma ser mais caro quando o imóvel tem preço elevado e a alíquota municipal incide sobre uma base próxima do valor de compra. Também pode superar a escritura em imóveis residenciais de valor intermediário, como mostra o exemplo de R$ 500 mil em São Paulo.

A escritura pode parecer mais pesada em uma operação de baixo valor, quando a tabela fixa ou a faixa mínima do cartório representa uma parcela proporcionalmente maior do negócio. Os dados do TJDFT mostram cobranças de R$ 420,54, R$ 639,22 e R$ 1.312,08 em faixas econômicas distintas. Ainda assim, não é correto concluir apenas pela porcentagem: é preciso comparar os valores absolutos e conferir a tabela aplicável.

Há ainda situações em que o comprador não terá uma escritura pública separada, como determinadas operações financiadas. Nesse caso, o custo do instrumento e do registro deve ser analisado conforme o contrato. A pergunta certa não é apenas qual item é mais caro, mas quanto será necessário desembolsar para concluir toda a transferência.

Lupa examinando um contrato imobiliário

Como Consultoria Imobiliária pode ajudar

A dúvida sobre o que é mais caro geralmente aparece quando a família já encontrou um imóvel e precisa transformar o preço anunciado em orçamento real. O ponto mais importante é não olhar o ITBI e a escritura isoladamente. O valor do imóvel, a cidade, o estado, o financiamento e o tipo de documento podem alterar a conta final.

A Nagao Imóveis entende que uma compra bem conduzida começa pela clareza sobre as etapas e os documentos. Por isso, antes de avançar, o comprador deve reunir a informação da prefeitura, a estimativa do tabelionato e a cobrança prevista para o registro. Essa preparação é especialmente importante para famílias que precisam equilibrar entrada, mudança, móveis e custos de formalização.

Uma consultoria imobiliária pode ajudar a organizar as perguntas certas e a conectar as informações da negociação com o cronograma documental. A atuação não substitui a prefeitura, o tabelionato ou o cartório, mas contribui para que a família saiba quais dados pedir, em que momento conferir cada etapa e como evitar que uma despesa apareça somente na data da assinatura.

O cuidado também melhora a decisão sobre o imóvel. Um apartamento com preço ligeiramente menor pode exigir uma estrutura documental diferente ou estar em município com regra de ITBI distinta. Comparar apenas o anúncio não revela o desembolso necessário para concluir a compra.

Ao chegar à fase de proposta, registre por escrito as premissas usadas no orçamento: valor negociado, base estimada do ITBI, custo indicado para a escritura e previsão do registro. Depois, atualize a conta com as guias oficiais. Essa rotina dá mais segurança para decidir sem comprometer a reserva da família.

A Nagao Imóveis oferece consultoria imobiliária para ajudar famílias a encontrar o imóvel ideal, com atendimento personalizado e transparente, focado nas necessidades e expectativas de cada família.

  1. 1. ITBI

    Imposto municipal calculado sobre uma base definida pela legislação local, geralmente como percentual do valor do imóvel.

    • Permite estimar o impacto com base na alíquota municipal.
    • É uma etapa identificável no planejamento da transferência.
    • Pode representar a maior parcela dos custos de transferência.
    • A regra e a base de cálculo variam conforme o município.
  2. 2. Escritura pública

    Ato notarial que formaliza a compra e venda quando exigido, com cobrança conforme tabela de emolumentos.

    • Organiza formalmente as declarações das partes.
    • Permite conhecer o custo pela faixa econômica do ato.
    • Não substitui o registro da propriedade.
    • O valor depende da tabela estadual e do tipo de operação.
  3. 3. Registro de imóveis

    Ato que atualiza a matrícula e consolida a aquisição perante terceiros.

    • Conclui a publicidade registral da transferência.
    • Pode ser estimado separadamente no orçamento.
    • É uma despesa adicional ao ITBI e à escritura.
    • A cobrança varia conforme a tabela e o valor do imóvel.

Perguntas frequentes

O ITBI é sempre mais caro que a escritura?
Não em todos os casos, mas costuma ser mais caro porque geralmente incide como percentual sobre o valor do imóvel, enquanto a escritura segue uma tabela de emolumentos. A comparação depende da cidade, do preço e do tipo de operação.
Quem paga o ITBI e a escritura?
Normalmente, o comprador assume esses custos, mas o contrato pode distribuir algumas despesas de outra forma. A responsabilidade tributária e as exigências do município devem ser conferidas antes da assinatura.
É possível fazer a escritura sem pagar o ITBI?
A sequência depende da legislação local e do procedimento do tabelionato. Em muitas operações, o comprovante do ITBI é exigido antes do avanço para a escritura ou para o registro, por isso a prefeitura e o cartório devem orientar o caso.
A escritura transfere a propriedade do imóvel?
A escritura formaliza a compra e venda quando exigida, mas a transferência da propriedade perante terceiros depende do registro do título na matrícula do imóvel.
O financiamento elimina o custo da escritura?
Nem sempre. Algumas operações utilizam contrato com força de escritura pública, mas continuam sujeitas a custos próprios do instrumento e ao registro. O comprador deve pedir a discriminação das despesas no fluxo do financiamento.
O registro está incluído no valor da escritura?
Não necessariamente. Escritura e registro são atos diferentes, realizados por cartórios diferentes em muitos casos. O orçamento deve separar imposto, escritura, registro e despesas documentais.
Como saber o valor correto do ITBI em 2026?
Consulte a prefeitura do município onde o imóvel está localizado e informe os dados da operação. A alíquota, a base de cálculo e eventuais condições específicas são locais.
Por que o valor anunciado da escritura pode mudar?
As tabelas de emolumentos trabalham com faixas e podem considerar o conteúdo econômico e o tipo de ato. O tabelionato deve fornecer a estimativa aplicável à escritura que será lavrada.

Glossário

ITBI
Imposto municipal cobrado, em regra, na transmissão onerosa de um imóvel entre pessoas vivas.
Escritura pública
Ato lavrado no tabelionato de notas que formaliza as declarações e condições de uma compra e venda imobiliária.
Registro de imóveis
Ato realizado na matrícula do imóvel para dar publicidade e consolidar a transferência da propriedade.
Emolumentos
Valores cobrados pelos serviços notariais e registrais conforme tabelas oficiais.
Base de cálculo
Valor utilizado pela administração para aplicar a alíquota e calcular o ITBI.
Alíquota
Percentual aplicado à base de cálculo para chegar ao valor do imposto.

Escrito por

Leonardo Nagal

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